Vínculos familiares na adolescência: nuances e vicissitudes na clínica psicanalítica com adolescentes

“A adolescência constitui-se em uma vivência fundamental na constituição identitária, permeada por mudanças, remodelamentos subjetivos, ressignificações de diversas ordens. O adolescente necessita reeditar sentimentos e vínculos primários em relação às figuras parentais, revisando, assim, seus objetos internos e sua identidade. Para os pais, trata-se também de um processo angustiante e confuso, já que necessariamente irão se deparar com questões referentes à separação, diferenciação, finitude, alterações de lugares e papéis na dinâmica familiar, além de inevitáveis frustrações decorrentes do crescimento e das escolhas dos filhos.”

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-03942008000100012

Autor: Aline Bedin Jordão

O Tribunal é Réu é o título do seu último livro. O tribunal é o principal responsável pelos problemas associados ao divórcio?

“A tese deste livro é que o tribunal aumenta o conflito do casal por duas razões: em primeiro lugar, o sistema favorece uma lógica de vencedor e vencido e isso é evidente desde o primeiro requerimento, desde a primeira alegação; depois o tribunal demora muito tempo a tomar decisões relativas à guarda das crianças – quando há conflito entre os pais o processo prolonga-se em média por dois anos, mas pode demorar mais anos.”

http://www.sabado.pt/vida/familia/detalhe/daniel_sampaio_(..)

Autor: Ana Catarina André/Sábado.pt

Entrevista com Alberto Eiguer: a família em (des)ordem

“As mudanças na família contemporânea concernem a seu funcionamento, mas não estou seguro de que a estrutura mude. Muitas dessas modificações encontram-se em outras sociedades, especialmente naquelas que estudam os antropólogos. Acredito que o parentesco não se alterou. Suas leis e suas funções continuam sendo as mesmas. As mudanças são suficientemente importantes para gerar nas famílias desassossego, medo e sofrimento, além de sentimento de liberdade, alívio e euforia quando as pessoas se dão conta de que ousaram transpor as barreiras que as aprisionavam. Em cada um de nós, surge culpa por querer romper com a tradição e fazer diferente de nossos pais e antepassados, e sentimento de triunfo quando nos apercebemos de que o fizemos sem pensar em querer nos mostrar superiores a nossos pais. Parece-me que essas duas linhas atuam constantemente e nos deslocam. Sobretudo, é difícil não ter modelos de referência para alicerçarmos quando abandonamos os antigos. Então, surgem desorientação e confusão. Um de meus artigos chama-se, precisamente, “a família desconsertada” (“a família déboussolée”, sem bússola).”

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-58352007000100002

Autor; Entrevista com Alberto Eiguer: a família em (des)ordem

 

Divórcio: Ouvir mais e pedir menos relatórios para decidir guarda dos filhos

“Ouvir as crianças, procurar consenso entre os envolvidos, simplificar os processos, eis princípios que o juiz Joaquim Manuel Silva já aplica no Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste e que estão vertidos no novo Regime Geral do Processo Tutelar Cível, aprovada na generalidade pela Assembleia da República, agora na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.”

https://www.publico.pt/sociedade/noticia/divorcio-ouvir-mais-e-pedir-menos-relatorios-para-decidir-guarda-dos-filhos-1701038

Autor; Ana Cristina Pereira /Jornal Público.

O juiz que defende os filhos de pais em guerra

“Tanto nos agora designados divórcios sem consentimento do outro cônjuge com filhos menores, como na regulação das responsabilidades parentais, ou mesmo em iniciativas de promoção e proteção, quando são detetados indícios de que a criança é vitima de um processo de descredibilização de um dos progenitores é definida uma estratégia para esse caso em concreto, que muitas vezes é alterada ao longo do seu caminho. Procura-se ultrapassar este ambiente profundamente maltratante e stressante, que afeta as relações de filiação com o progenitor alienado, mas, sobretudo, atinge todo o desenvolvimento e saúde (física e psíquica) da própria criança.”

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-01-30-O-juiz-que-defende-os-filhos-de-pais-em-guerra

Autor; J Plácido Junior  Revista Visão

Ferreira, Pedro Moura, Aboim, Sofia (2002). Modernidade, Laços Conjugais e Fecundidade: a Evolução Recente dos Nascimentos Fora do Casamento. Análise Social Vol. XXXVII, 163, 411-446.

“À luz da evolução demográfica da sociedade portuguesa, o aumento dos nascimentos fora do casamento tem de ser lido como fazendo parte de um ciclo caracterizado pelo aparecimento de novas tendências, designadamente o crescimento progressivo da taxa de divórcio, o aumento das relações conjugais não formalizadas e das situações de não coabitação ou a multiplicação do celibato desejado. A afirmação destas novas tendências sugere a emergência de novas formas de organização e de legitimação familiares que confrontam e concorrem com o modelo clássico de família nuclear sem, contudo, o porem em causa3”.

http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1218732745G3aUM7hl4Ix30OB2.pdf

 

Autor; Pedro Moura Ferreira e Sofia Aboim

 

 

Torres, Anália Cardoso (1987), “Amores e desamores” – para uma análise sociológica das relações afectivas”, Sociologia, Problemas e Práticas, 3

http://sociologiapp.iscte.pt/pdfs/37/409.pdf

 

Autor; Anália Torres

 

 

 

A Família da Criança na Separação dos Pais: A Guarda Compartilhada»

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«A Família da Criança na Separação dos Pais: A Guarda Compartilhada».
Iniciativa que decorreu na Sede da POIESIS, Associação Portuguesa de Psicoterapia Psicanalítica de Casal e Família – em Lisboa, no passado dia 21 de Setembro.

A vida das famílias, a vida dos pais,  a vida da criança ; o que se passa no pós divórcio ?? As dificuldades sentidas por quem todos os dias tem de decidir sobre a vida das crianças !! Qual é afinal o superior interesse da criança ? Continuamos todos os dias a estudar e a reflectir sobre este tema que é um pouco de todos nós !! Ajudar as crianças a crescer melhor é ajudar os adultos de amanhã.